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EUA querem tratado de não proliferação nuclear envolvendo Rússia e China
Publicado em 06/02/2026 15:33
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Os Estados Unidos defenderam nesta manhã (06) a negociação de um novo tratado de não proliferação de armas nucleares com a Rússia, mas que inclua também a China. Ao mesmo tempo, o país acusou Pequim de realizar testes secretos.

 

Durante a Conferência sobre Desarmamento em Genebra, o subsecretário dos EUA para o controle de armas, Thomas DiNanno, afirmou que um tratado envolvendo apenas uma potência nuclear é “simplesmente inadequado em 2026 e para os próximos anos”.

 

“O [tratado] New START deixou de ser relevante quando uma potência nuclear [China] está expandindo seu arsenal em uma escala não vista há mais de meio século”, disse DiNanno.

 

 

“O governo dos EUA está ciente de que a China realizou testes com explosivos nucleares, incluindo a preparação para testes com rendimentos previstos na ordem das centenas de toneladas”, completou o subsecretário.

 

Segundo DiNanno, o exército chinês “buscou ocultar os testes disfarçando as explosões nucleares porque reconheceu que esses testes violam os compromissos de proibição de testes”: “A China usou o ‘desacoplamento’, um método para diminuir a eficácia do monitoramento sísmico, para esconder suas atividades do mundo”.

 

O embaixador da China para o evento, Shen Jian, rebateu as acusações e afirmou que os EUA “são os culpados pelo agravamento da corrida armamentista”. Segundo ele, Pequim sempre agiu com prudência e responsabilidade em questões nucleares.

 

“A China observa que os EUA continuam, em suas declarações, a exagerar a chamada ameaça nuclear chinesa. A China se opõe firmemente a essas narrativas falsas”, disse Shen Jian.

 

O fim do New START

 

O último tratado de controle de armas nucleares entre EUA e Rússia expirou na virada de 4 para 5 de fevereiro. O New START, que impunha limites ao número de mísseis, lançadores e ogivas nucleares estratégicas de cada país, era o único acordo ainda vigente entre as duas maiores potências nucleares do planeta.

 

Firmado em 2010 e renovado pela última vez em 2021, o tratado integrava uma série de pactos de controle armamentista estabelecidos desde a Guerra Fria.

 

 

O autocrata russo, Vladimir Putin, propôs que Moscou e Washington mantivessem as principais disposições do acordo por mais 1 ano. O presidente dos EUA, Donald Trump, no entanto, não respondeu formalmente à proposta.

 

Trump defende a criação de um novo tratado que inclua a China, mas o país se recusa a participar das negociações, alegando possuir um arsenal significativamente menor: cerca de 600 ogivas nucleares, contra aproximadamente 4 mil de russos e americanos.

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