
A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que apura fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) só retomará os trabalhos após o Carnaval. A paralisação ocorre após o cancelamento da sessão de ontem (9), o que esvaziou a agenda do colegiado e adiou depoimentos considerados centrais.
Com a reprogramação, a CPMI trabalha com duas datas para as próximas oitivas. Em 23 de fevereiro, está previsto o depoimento de Luiz Félix Cardamone, diretor-presidente do Banco BMG. Em 26 de fevereiro, os parlamentares devem ouvir Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, para esclarecer operações financeiras e vínculos com entidades investigadas no esquema de descontos indevidos sobre benefícios previdenciários.
O cancelamento da sessão foi motivado pela ausência de dois depoentes convocados. O deputado estadual Edson Queiroz (PSB-MA) não compareceu em razão de cirurgia recente, apesar de a Junta Médica do Senado ter indicado condições clínicas para a oitiva. “A oitiva será remarcada para data oportuna, em estrito respeito à recomendação médica”, afirmou o presidente da CPMI, senador Carlos Viana. O empresário Paulo Camisotti também não compareceu, após apresentar atestado médico de última hora.
A combinação das ausências elevou a tensão entre integrantes da comissão e adiou o avanço das apurações antes do feriado. Nos bastidores, parlamentares avaliam que a falta de oitivas compromete o ritmo dos trabalhos e posterga a definição de responsabilidades no núcleo financeiro investigado.
Instalada para apurar cobranças irregulares sobre benefícios previdenciários, a CPMI do INSS investiga movimentações bilionárias, falhas de fiscalização e a atuação de associações e instituições financeiras.
