
A Corte de Apelação de Roma encerrou nesta quinta-feira (12) a fase de audiências do processo que analisa a extradição da ex-deputada Carla Zambelli. O colegiado deverá agora deliberar internamente e divulgar a decisão nos próximos dias.
Os debates começaram na quarta-feira (11), com manifestações do Ministério Público italiano e da defesa. Na sessão final, falaram o representante do governo brasileiro e outro advogado da ex-parlamentar. O julgamento ocorre a portas fechadas e ainda admite recurso à Corte de Cassação, última instância judicial do país.
Zambelli está presa desde 29 de julho de 2025 em Roma, após deixar o Brasil depois de condenação pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Ela recebeu pena de dez anos de prisão por invasão aos sistemas do Conselho Nacional de Justiça, crime que, segundo as investigações, teria sido executado com auxílio do hacker Walter Delgatti Neto.
Posteriormente, o Supremo também a condenou por porte ilegal de arma e constrangimento ilegal após episódio em que perseguiu um homem armada em São Paulo, em outubro de 2022. Em razão das sentenças, o então presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), declarou a perda do mandato parlamentar.
O pedido de extradição foi apresentado pelo relator dos casos no STF, ministro Alexandre de Moraes, que informou às autoridades italianas as condições do presídio brasileiro destinado ao cumprimento da pena. A defesa, por sua vez, questiona as garantias oferecidas e alega falta de informações sobre a unidade prisional.
A Justiça italiana já havia adiado a análise em outras ocasiões para examinar documentos adicionais e também rejeitou pedido dos advogados para substituição dos juízes responsáveis pelo caso.
Agora, após o encerramento das sustentações, os magistrados poderão autorizar a extradição, negá-la ou solicitar novos esclarecimentos antes da decisão final.
