
O avanço do preço internacional do petróleo passou a gerar apreensão dentro do governo federal diante do risco de impacto nos combustíveis no Brasil em pleno cenário eleitoral.
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Interlocutores do presidente Lula (PT) relatam que o tema já é acompanhado com atenção por auxiliares do Planalto, principalmente pelo potencial efeito político de um eventual reajuste. As informações são do portal CNN.
A preocupação também chegou à direção da Petrobras. Pessoas que estiveram recentemente com a presidente da estatal, Magda Chambriard, afirmam que a executiva demonstra cautela diante da possibilidade de a companhia ter de rever os preços caso a alta do petróleo no mercado internacional persista.
O barril, que girava em torno de US$ 60, ultrapassou a marca de US$ 100 após a intensificação do conflito no Oriente Médio. Entre os fatores apontados pelo governo estão o fechamento do Estreito de Ormuz, rota por onde passa cerca de 20% do petróleo comercializado globalmente, e ataques a estruturas petroquímicas na região.
A avaliação interna é que a reconstrução dessas instalações pode levar tempo, prolongando a instabilidade no mercado energético.
Por ora, a orientação no governo é acompanhar a evolução do conflito antes de qualquer medida. A política atual de preços da Petrobras não prevê repasses imediatos das oscilações externas, mas integrantes da equipe econômica reconhecem que uma alta prolongada pode dificultar a manutenção dos valores atuais.
Diante desse cenário, alternativas já começam a ser analisadas, entre elas a possibilidade de reduzir tributos federais sobre gasolina e diesel para tentar conter impactos nos preços ao consumidor.
