
O deputado federal Alfredo Gaspar (PL-AL) anunciou nesta terça-feira (31) que acionou o Supremo Tribunal Federal (STF), a Procuradoria-Geral da República (PGR) e a Polícia Federal (PF) contra o deputado Lindbergh Farias (PT-RJ) e a senadora Soraya Thronicke (Podemos-MS), após ser acusado por ambos de estupro durante a última sessão da CPMI do INSS, na última sexta-feira (27).

Segundo Gaspar, foram protocoladas uma queixa-crime por calúnia no STF, além de notícia-crime e representações junto à PGR e à PF. Ele solicitou apuração imediata dos fatos e afirmou estar disposto a colaborar com qualquer tipo de investigação, incluindo a realização de exame de DNA.
Em ofício encaminhado à Polícia Federal, o parlamentar classificou as acusações como falsas e disse que houve tentativa de atingir sua honra e atuação política.
O deputado sustenta que a denúncia tem motivação política e foi usada para desviar a atenção do relatório final da CPMI, apresentado por ele no momento em que as acusações vieram à tona. O documento da comissão reuniu mais de 200 pedidos de indiciamento, mas acabou rejeitado.
Gaspar também relatou impactos pessoais após o episódio, afirmando que familiares passaram mal e classificando a situação como “o momento mais difícil” de sua trajetória pública.
As acusações partiram de Lindbergh e Soraya, que mencionaram um suposto caso ocorrido anos atrás, envolvendo uma adolescente. Segundo eles, o episódio estaria sob segredo de Justiça e teria sido encaminhado para investigação.
O deputado nega qualquer irregularidade e afirma que houve confusão com um parente. De acordo com sua versão, o caso citado refere-se a um primo, que teria mantido relação consensual com uma mulher adulta, com paternidade posteriormente reconhecida por exame de DNA.
