
O PL, do ex-presidente Jair Bolsonaro, liderou as filiações na janela partidária de 2026. A sigla, que tem o senador Flávio Bolsonaro como pré-candidato à Presidência, foi a que mais atraiu deputados durante o período.

Quase 30% dos parlamentares da Casa Baixa mudaram de partido. Dos 513 deputados, ao menos 138 trocaram de legenda. Apesar da liderança do PL em número de filiações, o maior crescimento líquido foi do Podemos, que ampliou sua bancada.
Os dados ainda são preliminares, já que parte das mudanças não foi formalizada junto à Câmara ou ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
A janela partidária permite a troca de sigla sem perda de mandato por 30 dias em anos eleitorais. O prazo começou em 5 de março e terminou em 3 de abril.
O PL atraiu 21 deputados. O partido, porém, perdeu 11, fechando com saldo positivo de 10 e total de 98 parlamentares, abaixo da expectativa de 105 projetada pelas lideranças da sigla.
O União Brasil registrou a maior perda: 29 saídas. Com 21 entradas, o saldo foi negativo em 8 deputados. Ainda assim, a sigla é a segunda que mais recebeu filiados e segue como a terceira maior bancada.
Mesmo com perdas, o União deve integrar a maior bancada do Congresso ao lado do PP. A federação entre os partidos foi aprovada pelo TSE em 26 de março. Juntos, somam 99 deputados federais, além de ampla presença nos estados e municípios.
O Podemos teve o maior avanço proporcional: ganhou 11 deputados e chegou a 26. Já o PT manteve sua bancada estável, com 67 deputados, permanecendo como a segunda maior da Casa.
O PDT esteve entre os mais afetados, com nove saídas e apenas uma filiação. Já o partido Missão passou a ter representação na Câmara com a entrada de Kim Kataguiri, ex-União Brasil.
