
A Polícia Federal (PF) concluiu pela 2ª vez que não há indícios de crime do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) na investigação sobre suposta interferência política na corporação. A informação é do jornal O Estadão.

A nova conclusão ocorre após reabertura do caso em outubro do ano passado, determinada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes.
O caso foi aberto em 2020 a partir das declarações do ex-ministro Sergio Moro ao deixar o governo Bolsonaro. Na ocasião, o ex-juiz da Lava Jato afirmou ter sofrido pressão para mudanças em cargos de comando da PF.
A corporação já havia arquivado a investigação no governo Bolsonaro, com aval do então procurador-geral Augusto Aras. Agora, sob a gestão de Lula, revisou as provas e manteve o entendimento de ausência de elementos para acusação.
“Merece ser mencionado que o IPL 2021.0031208 -CCINT/CGCINT/DIP/PF apurou objeto específico, que, sob a ótica das diligências tomadas em contemporaneidade com os fatos, não revelou informações capazes de justificar imputações penais”, escreveu o delegado Carlos Henrique Pinheiro de Melo.
Segundo o relatório, a PF chegou a solicitar ao STF o compartilhamento de provas do inquérito das fake news que indicassem interferência, mas Moraes afirmou que não havia provas disso no inquérito.
A conclusão também aponta que eventuais suspeitas podem ser analisadas em outros inquéritos sob relatoria de Moraes.
O caso agora está com o procurador-geral da República, Paulo Gonet, que decidirá sobre novas diligências ou arquivamento definitivo do caso.
