
As despesas do governo Lula (PT) com deslocamentos em 2025 somaram R$ 2,5 bilhões, segundo dados oficiais compilados pela Revista Oeste. A maior parte dos gastos foi destinada a viagens nacionais, que consumiram R$ 1,8 bilhão.

As despesas sob sigilo chegaram a R$ 418 milhões, de acordo com o levantamento. Já as viagens internacionais custaram R$ 249 milhões. Outros R$ 15,4 milhões aparecem sem destino informado.
Os registros classificados como sigilosos mostram apenas o órgão responsável, o superior hierárquico e as datas das viagens, sem identificação dos passageiros.
A Polícia Federal (PF) idera os gastos sigilosos, com R$ 251 milhões. A Polícia Rodoviária Federal (PRF) aparece em seguida, com R$ 120 milhões. O Ministério da Justiça e Segurança Pública soma R$ 39,7 milhões, enquanto o Ministério da Defesa registra R$ 280 mil.
Entre os deslocamentos mais caros está a viagem do almirante Renato de Aguiar Freire para Singapura, que custou R$ 260 mil, sendo R$ 246 mil apenas em passagens.
Pietro Sampaio Mendes, então presidente do conselho da Petrobras, gastou R$ 246 mil em viagem para Abu Dhabi e Riade. Desse total, R$ 229 mil foram destinados às passagens.
A diretora-executiva da COP30, Ana Toni, viajou para Nova Délhi, Adis Abeba, Pequim e Sydney entre agosto e setembro de 2025 em compromissos oficiais.
Paris lidera os gastos com passagens internacionais, com R$ 12,7 milhões. Em seguida aparecem Genebra, com R$ 11,2 milhões, Washington, com R$ 7,9 milhões, e Pequim, com R$ 7,7 milhões.
A lista inclui ainda viagens para destinos menos frequentes. A professora Sandra Almeida esteve em Kigali, em Ruanda, para uma conferência, ao custo de R$ 47 mil. José de Oliveira participou de um workshop nas Ilhas Maurício, com despesa de R$ 33 mil. Já o diplomata Almir Nascimento viajou para Chengdu, na China, por R$ 29 mil.
Também foram registradas 21 viagens para Cotonou, no Benin, que somaram R$ 160 mil. Dessas, 11 ocorreram entre os dias 12 e 13 de janeiro. A ministra da Cultura, Margareth Menezes, participou de eventos em Cotonou, Porto-Novo e Uidá ligados ao patrimônio cultural afro-brasileiro.
Entre os gastos sigilosos, o Ministério da Justiça registrou despesas de R$ 117 mil em 2 de janeiro, sendo R$ 100 mil em diárias. No dia anterior, os gastos foram de R$ 137 mil, dos quais R$ 128 mil também em diárias.
Outro caso citado pela Oeste envolve uma viagem de servidor da PF em 18 de outubro, no valor de R$ 138 mil, sendo R$ 130 mil apenas em passagens.
Em nota enviada à revista, a Presidência da República afirmou que as despesas com viagens oficiais “seguem criteriosamente as regras estabelecidas” e abrangem toda a administração federal, incluindo áreas como segurança, saúde, educação e relações internacionais.
O governo também declarou que as restrições de acesso a parte das informações seguem a Lei de Acesso à Informação (LAI) para preservar investigações e operações em andamento.
Segundo a Presidência, “a comparação isolada dos valores pode gerar conclusões distorcidas” e os gastos estão relacionados à execução regular de políticas públicas.
