
O assessor especial para assuntos internacionais de Lula (PT), Celso Amorim, afirmou que o crime organizado deve ser combatido, mas que a segurança é um tema “nacional” e que a cooperação internacional não pode servir de “pretexto” para uma “inaceitável” intervenção. A declaração foi feita ao comentar a classificação do PCC e do CV pelos EUA como terroristas.

A Presidência da República e o Ministério das Relações Exteriores ainda não se manifestaram oficialmente sobre a decisão do governo Trump contra os grupos narcoterroristas brasileiros.
“Segurança pública é um tema fundamental para o desenvolvimento socioeconômico”, afirmou Amorim ao site g1 na noite de ontem (28). “Crime organizado é um mal que tem que ser combatido. Cooperação internacional é bem-vinda, especialmente em temas como lavagem de dinheiro e contrabando de armas”.
“Pretexto para intervenção é inaceitável”, completou o assessor especial para assuntos internacionais do governo petista.
Em discurso, horas antes da classificação pelo governo dos EUA, que partiu de um pedido do senador Flávio Bolsonaro (PL), Amorim disse que “equiparar o crime organizado ao terrorismo não é útil”. De acordo com ele, o crescimento do crime organizado é uma “séria ameaça à segurança”, e é preciso “compreender” as motivações para combater o crime de forma eficaz.
“O crime organizado deve ser combatido com a máxima energia e determinação. Equiparar o crime organizado ao terrorismo, contudo, não ajuda. Compreender as motivações é essencial para a eficácia do combate a todos os tipos de crime”, afirmou o assessor durante discurso no XIV Encontro Internacional de Altos Representantes para Assuntos de Segurança, realizado na Rússia.
