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CBF aperta cerco e notifica empresas na Copa
Publicado em 24/06/2026 11:56
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A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) intensificou a fiscalização de campanhas publicitárias relacionadas à Copa do Mundo de 2026 e notificou extrajudicialmente empresas por suposta associação indevida à Seleção Brasileira sem autorização oficial.

Futebol - Copa do Mundo FIFA 2026 - Grupo C - Brasil x Haiti - Estádio da Filadélfia, Filadélfia, Pensilvânia, EUA - 19 de junho de 2026. Endrick, do Brasil, comemora um gol que foi posteriormente anulado. REUTERS/Mike Segar

 

Entre as empresas notificadas estão 99, BYD, Bradesco, Nubank e Nissan. Segundo a entidade, as ações podem configurar marketing de emboscada, prática em que marcas tentam associar seus produtos ou serviços a grandes eventos esportivos sem possuir os direitos comerciais correspondentes.

 

O caso que motivou maior repercussão envolveu a plataforma 99Food. Durante a Copa do Mundo, a empresa lançou uma promoção que concedia cupons de R$ 99 a consumidores atendidos por entregadores chamados Endrick ou por variações do nome do atacante da Seleção Brasileira.

 

A campanha ganhou espaço nas redes sociais em meio aos pedidos de torcedores pela utilização do jogador em campo. Após a notificação da CBF, a ação foi retirada do ar.

 

Caso Endrick

A promoção utilizava nomes como Endrick, Hendrick, Endrique e Hendrique para distribuir benefícios aos usuários da plataforma. A iniciativa foi lançada durante o período de disputa da Copa e aproveitou a mobilização de torcedores em torno do atacante.

 

Na avaliação da CBF, a campanha estabeleceu uma associação comercial com um atleta convocado para a Seleção Brasileira sem autorização específica.

 

A entidade sustenta que a utilização de referências ligadas aos jogadores da equipe nacional está sujeita a regras de exploração comercial e proteção de direitos vinculados à Seleção.

 

Concorrentes de patrocinadores oficiais também entraram no radar

Além da 99Food, a CBF passou a monitorar publicações e campanhas de empresas que atuam nos mesmos segmentos de patrocinadores oficiais da Seleção Brasileira.

 

 

Segundo informações divulgadas por veículos especializados em marketing esportivo, BYD, Bradesco, Nubank e Nissan receberam alertas após publicações que, na avaliação da entidade, poderiam gerar associação indireta com a equipe nacional ou com a Copa do Mundo.

 

Os contratos comerciais da CBF incluem parceiros como iFood, Volkswagen e Itaú, que possuem acordos de exclusividade em determinados segmentos de mercado.

 

O que é marketing de emboscada

O marketing de emboscada ocorre quando uma empresa busca obter visibilidade associada a um evento esportivo sem adquirir oficialmente os direitos de patrocínio.

 

A estratégia normalmente utiliza referências indiretas, temas relacionados ao torneio, atletas, símbolos ou elementos facilmente identificados pelo público como ligados à competição.

 

Embora nem sempre envolva o uso direto de marcas registradas, a prática costuma gerar disputas entre organizadores de eventos, patrocinadores oficiais e empresas concorrentes.

 

Fiscalização deve aumentar durante a Copa

A CBF informou que os departamentos jurídico e de marketing ampliaram o monitoramento de campanhas publicitárias e conteúdos digitais durante o Mundial.

 

O objetivo é identificar ações que possam afetar contratos comerciais vinculados à Seleção Brasileira e aos patrocinadores oficiais.

 

 

Especialistas do setor avaliam que conflitos desse tipo tendem a se tornar mais frequentes em grandes eventos esportivos, diante da disputa por atenção do público e da crescente presença das marcas nas redes sociais e plataformas digitais.

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