
A Polícia Federal (PF) deflagrou nesta manhã (1º) a 3ª fase da Operação Rent a Car, batizada de Galho Fraco II, para aprofundar a investigação sobre um suposto esquema de desvio de recursos da cota parlamentar da Câmara dos Deputados por meio de uma locadora de veículos suspeita de emitir notas fiscais fictícias.

As medidas foram autorizadas pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e são cumpridas no Distrito Federal, em Goiás e em Minas Gerais. Segundo a PF, o objetivo é coletar e preservar provas.
“As investigações apontam indícios de possível esquema envolvendo agentes públicos, particulares e pessoas jurídicas supostamente utilizadas para dar aparência de legalidade à movimentação de recursos públicos. Há também indícios de possíveis tentativas de ocultação ou alteração de provas, o que pode caracterizar fraude processual”, informou a corporação.
Na segunda fase da operação, a PF cumpriu mandados de busca e apreensão contra os deputados federais Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), líder do partido na Câmara, e Carlos Jordy (PL-RJ). Eles não são alvos desta nova fase e negam irregularidades.
Em um endereço ligado a Sóstenes, em Brasília, os agentes apreenderam R$ 430 mil em dinheiro em espécie. Na ocasião, a operação recebeu o nome de Galho Fraco. Os investigados nesta fase são ligados ao líder do PL.
Segundo as investigações, a locadora sob apuração recebeu R$ 915 mil em recursos da cota parlamentar. A primeira fase concentrou as diligências em assessores dos parlamentares e nos contratos firmados. Com o avanço da apuração, a PF passou a investigar diretamente os dois deputados.
De acordo com os investigadores, a empresa de locação de veículos teria sido utilizada para simular contratos de prestação de serviços e desviar recursos públicos das cotas parlamentares. A PF afirma ainda que agentes públicos e empresários teriam firmado um “acordo ilícito para o desvio de recursos públicos oriundos de cotas parlamentares”.
Quando foi alvo da 2ª fase da operação, Jordy afirmou nas redes sociais que era vítima de uma “perseguição implacável” e de “pesca probatória”. Já Sóstenes negou irregularidades no uso da cota parlamentar, disse que a investigação buscava “perseguir a oposição” e afirmou que o dinheiro encontrado no flat era proveniente da venda de um imóvel no Triângulo Mineiro.
