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Operação da PF reabre palanque de Flávio para o Senado no Rio
Publicado em 07/07/2026 11:27
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Depois de neutralizar Cláudio Castro, a Polícia Federal agora tirou da disputa para o Senado Márcio Canella (União), ex-prefeito de Belford Roxo. Os dois nomes originalmente apoiados por Flávio Bolsonaro estão automaticamente fora do pleito de outubro, reabrindo o palanque para a reeleição de Carlos Portinho (PL) e a eleição do deputado federal Carlos Jordy (PL) ou do delegado Felipe Cury (PP), ex-secretário da Polícia Civil.

Flávio Bolsonaro com Márcio Canella (reprodução)

 

O nome de Cury ajuda na composição com a federação União Progressista, enquanto Jordy é o preferido do núcleo mais ideológico da família Bolsonaro. Portinho, porém, corre por fora como alguém que provou ser fiel ao clã e ao partido, absorvendo a pancada de ter sido preterido na primeira composição, mesmo sentado na cadeira de senador. Como a principal pauta para a eleição no Senado é o impeachment de Alexandre de Moraes, Jordy e Portinho saem na frente, com posição pública declarada.

 

Cury ainda precisará ser posicionar claramente para convencer o eleitor de direita.

 

 

 

LAVAGEM EM COMBUSTÍVEIS

 

A operação deflagrada hoje tem como base um Relatório de Inteligência Financeira do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), que identificou movimentações consideradas suspeitas atribuídas ao grupo. Ao todo, a PF cumpre 19 mandados de busca e apreensão na capital fluminense, em Niterói, São Gonçalo, Itaboraí e Resende. A Justiça também determinou o sequestro de bens e valores e a suspensão das atividades econômicas de empresas ligadas aos investigados.

 

A operação integra a Força-Tarefa Missão Redentor II, coordenada pela Polícia Federal para combater organizações criminosas no estado do Rio de Janeiro, conforme as diretrizes fixadas pelo Supremo Tribunal Federal na ADPF 635.

 

A fase anterior da Operação Unha e Carne teve como alvos o ex-presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro Rodrigo Bacellar, o contraventor Adilsinho e o pastor Márcio Poncio. Bacellar e Adilsinho, que já estavam presos, receberam novos mandados judiciais, enquanto Poncio foi preso. Marco Antônio Cabral, filho do ex-governador Sérgio Cabral, também foi alvo de busca e apreensão.

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