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Carlos Viana contesta versão da PF sobre vazamento de mensagens do Master
Publicado em 09/07/2026 11:28
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O senador Carlos Viana (PSD-MG) contestou a conclusão da Polícia Federal que aponta a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) como possível origem do vazamento de mensagens atribuídas ao banqueiro Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master.

Carlos Viana

 

Em publicação na rede social X, o parlamentar afirmou que a cronologia dos fatos contradiz essa hipótese, já que parte do conteúdo havia sido divulgada pela imprensa antes de a comissão receber oficialmente os dados.

 

“A Polícia Federal aponta a CPMI como origem do vazamento das conversas de Daniel Vorcaro. A cronologia derruba a versão.”

 

Segundo Viana, as primeiras mensagens foram publicadas em 6 de março, enquanto os dados telemáticos chegaram à CPMI apenas em 12 de março. O acesso dos parlamentares à sala-cofre ocorreu no dia seguinte.

 

“As primeiras mensagens íntimas do banqueiro foram publicadas pela imprensa em 6 de março. Os dados telemáticos só chegaram à comissão em 12 de março. O acesso à sala-cofre só foi liberado aos parlamentares em 13. Não se vaza de uma sala-cofre um conteúdo que já estava estampado nos jornais uma semana antes de a sala existir.”

 

 

Senador detalha regras da sala-cofre

O parlamentar afirmou que a comissão adotou protocolos rígidos para o armazenamento do material sigiloso.

 

Segundo ele, o acesso ao local ocorria sem celulares ou equipamentos eletrônicos, com detector de metais, monitoramento por câmeras e registro de todos os acessos.

 

“Entrada sem celular, sem qualquer eletrônico, com detector de metais, câmeras e um livro registrando data, hora e motivo de cada acesso.”

 

Viana afirmou que foi responsável pela implantação dessas medidas.

 

“Fui eu quem impôs esse rigor, para que tudo fosse rastreável.”

 

Pedido de auditoria

O senador também defendeu a realização de uma perícia completa sobre a cadeia de custódia dos documentos.

 

“Então que se pericie tudo. Todos os logs. Todas as imagens. Todo o livro de acesso. Do primeiro ao último ponto de manuseio, dentro e fora do Congresso.”

 

Segundo Viana, não há motivo para receio quanto à apuração.

 

 

“Quem montou a sala com câmera e livro de registro não foge de auditoria. Exige.”

 

Ao final da publicação, o parlamentar criticou o fato de integrantes da CPMI passarem a ser apontados como suspeitos pelo vazamento.

 

“O que não aceito é ver quem investigou o Banco Master vestido de suspeito, enquanto as mensagens já corriam soltas antes de a comissão sequer tocar no material.”

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