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Sócia de Lulinha mandava motorista entregar dinheiro em malas
Publicado em 21/08/2026 11:53
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A lobista Roberta Luchsinger, amiga e sócia de Lulinha, orientava o seu motorista a entregar dinheiro em espécie a diferentes pessoas, inclusive ao empresário Fernando Bittar, também um de seus sócios, de acordo com mensagens recuperadas pela Polícia Federal (PF) a partir do celular da empresária. O conteúdo foi obtido pela revista Veja.

Luchsinger diz à PF que nunca 'repassou qualquer valor' a Lulinha

Luchsinger determinava que os valores fossem transportados em malas. Segundo relatório da PF, as mensagens e demais elementos reunidos até o momento indicam a existência de um “empreendimento” entre a lobista, Lulinha e Bittar para a interlocução de interesses privados junto ao governo Lula (PT).

 

“Os elementos probatórios obtidos no curso da investigação revelam a existência de um núcleo de atuação permanente e coordenada composto por Roberta Moreira Luchsinger, Fabio Luis Lula da Silva e Fernando Bittar, voltado à interlocução de interesses privados perante agentes e órgãos da Administração Pública Federal”, diz a PF no inquérito obtido pela revista.

 

 

Em outras mensagens, Luchsinger relatou ter proximidade com o presidente Lula e afirmou que ele chegou a lhe oferecer um cargo no governo. Segundo ela, a proposta foi recusada para que pudesse continuar na “sociedade” com Lulinha e Bittar.

 

“Fui das poucas pessoas q o Lula chamou e perguntou: escolhe onde vc quer ficar. (…) Eu disse: aonde eu tô. Na minha sociedade com Fábio e Fernando.” E explicou o porquê: “Tô em cargo nenhum e ando onde quero”.

 

As mensagens extraídas pela PF do celular de Luchsinger comprometem ainda mais Lulinha, que é investigado por tráfico de influência no Supremo Tribunal Federal (STF) em três inquéritos.

 

O primeiro foi autorizado por Mendonça em 30 de julho e apura suspeitas relacionadas ao Ministério da Saúde. Segundo a PF, Lulinha teria atuado em favor de interesses ligados ao “Careca do INSS”. O 2º inquérito, aberto no dia seguinte, investiga se Lulinha teria favorecido empresários interessados em negócios com a Dataprev.

 

Já o terceiro inquérito, sob relatoria de Dino, envolve a empresa de tecnologia 3Structure It LTDA. A companhia possui contratos de R$ 50 milhões com o governo federal e pertence a um amigo de Lulinha.

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