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Perícia descarta uso de dinheiro público em Dark Horse
Publicado em 26/08/2026 11:29
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A produtora GoUp encomendou uma perícia sobre as contas de “Dark Horse”, filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Concluída em junho deste ano, a análise foi feita pelo presidente do Instituto de Perícia Investigativa (IPI), Anísio Costa Castelo Branco, e descartou o uso de dinheiro público na produção.

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Segundo o laudo, não houve recursos da Lei Rouanet nem repasses indiretos da Prefeitura de São Paulo por meio do Instituto Conhecer Brasil. A conclusão foi baseada na análise das notas fiscais apresentadas ao perito. O documento foi anexado à investigação criminal conduzida pela Polícia Civil de São Paulo e será compartilhado com o Supremo Tribunal Federal (STF), por determinação do ministro Flávio Dino.

 

A perícia estima que a produção de Dark Horse no Brasil custou US$ 3,73 milhões, o equivalente a aproximadamente R$ 20,93 milhões, considerando a taxa de conversão da época. Nos Estados Unidos, os gastos chegaram a US$ 9,66 milhões, ou R$ 54,25 milhões. O custo total estimado foi de US$ 13,39 milhões.

 

 

Segundo a análise, o fundo texano Havengate fez um aporte equivalente ao custo total do filme, de 13,3 milhões de dólares. O Havengate recebeu os 61 milhões de reais de Daniel Vorcaro. O dono do Banco Master também chegou a financiar filmes sobre Lula e Temer: o documentário “Lula”, dirigido por Oliver Stone e lançado em 2024, e “963 dias — A história de um presidente que recolocou o Brasil nos trilhos”, documentário dirigido por Bruno Barreto e lançado neste ano.

 

A maior parte das despesas ocorreu nos Estados Unidos. Cerca de 72% dos gastos foram realizados no país, segundo a perícia.

 

Nos EUA, os custos incluíram US$ 2,66 milhões em pré-produção, US$ 1,96 milhão em pós-produção e US$ 1,97 milhão na produção e filmagem de cenas. Também foram contabilizados US$ 383,2 mil no desenvolvimento do projeto e US$ 2,69 milhões na etapa de “soft production”, voltada a questões logísticas e administrativas anteriores à pré-produção.

 

O perito afirmou ter analisado extratos bancários e o detalhamento das despesas para chegar às conclusões sobre a origem e a aplicação dos recursos.

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