
O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, disse há pouco que, nos próximos dias, vai anunciar medidas “cabíveis e necessárias” sobre o relatório da Polícia Federal (PF) que revela a ligação do dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, com o ministro Alexandre de Moraes. “Os indícios reclamam o devido encaminhamento institucional“, declarou em nota.

No comunicado, Fachin diz que, em momentos como este, diante das revelações sobre Moraes, de “especial gravidade”, “é dever de todos preservar a integridade do Supremo Tribunal Federal, a autoridade de suas decisões, o respeito às suas normas e, acima de tudo, a confiança da sociedade na instituição”.
“Os indícios reclamam o devido encaminhamento institucional. Circunstâncias relacionadas, de um lado, à atuação processual e, de outro, a sérios elementos de fatos que exigem desta Presidência serenidade, responsabilidade e firmeza”, continua a nota.
Fachin diz ainda que a “elevada autoridade do cargo não confere privilégios, mas impõe deveres, limites e responsabilidades” e que esses princípios devem ser “observados com absoluto respeito à Constituição, às leis e ao Supremo“. Declarou também que “concluída a análise necessária dos fatos e observados os procedimentos institucionais pertinentes” vai anunciar medidas sobre o assunto.
Segundo o relatório da PF, mensagens obtidas pela corporação mostram que Vorcaro ofereceu diversas vantagens econômicas e serviços de luxo que beneficiaram direta ou indiretamente Moraes e seus familiares. O banqueiro também teria questionado o ministro sobre a possibilidade de atuar junto a Gonet e Andrei Rodrigues para atrapalhar investigações contra ele.
LEIA A ÍNTEGRA:
“Em momentos de especial gravidade, é dever de todos preservar a integridade do Supremo Tribunal Federal, a autoridade de suas decisões, o respeito às suas normas e, acima de tudo, a confiança da sociedade na instituição.
Os indícios reclamam o devido encaminhamento institucional. Circunstâncias relacionadas, de um lado, à atuação processual e, de outro, a sérios elementos de fatos que exigem desta Presidência serenidade, responsabilidade e firmeza.
A elevada autoridade do cargo não confere privilégios, mas impõe deveres, limites e responsabilidades, que devem ser observados com absoluto respeito à Constituição, às leis e ao Supremo Tribunal Federal.
Nos próximos dias, concluída a análise necessária dos fatos e observados os procedimentos institucionais pertinentes, esta Presidência anunciará, no tempo devido e sem precipitação, as medidas que cabíveis e necessárias”.
