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Após o 1º turno, o que sobrou do Centrão?
Publicado em 05/10/2026 11:19
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Sobraram 207 deputados, 30 senadores e o voto que decide. O Centrão saiu do primeiro turno menor do que entrou, mas nenhuma maioria se forma no Congresso sem ele.

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União Brasil, PP, PSD, Republicanos e MDB elegeram 207 deputados no domingo (4). Em 2022, os cinco partidos fizeram 230.

 

O União Brasil ficou com 46 cadeiras, 13 a menos que a bancada atual. O PP fez 41 e o MDB, 36. Cada um perdeu seis. O PSD subiu uma cadeira, para 43, e o Republicanos tem 41.

 

 

A federação de União e PP soma 87 deputados. Há quatro anos, os dois partidos elegeram 106.

 

O resultado contraria as previsões. Às vésperas da eleição, o Diap projetava 107 cadeiras para a federação e tratava o Centrão como o grande vitorioso do pleito.

 

O espaço foi para o PL, que elegeu 121 deputados e terá 28 senadores.

 

O tombo do PSD no Senado

A perda mais dura do bloco tem nome e sobrenome. O PSD de Gilberto Kassab tinha 15 senadores no início da legislatura e volta em fevereiro com 5. Nenhuma sigla perdeu tanto na Casa.

 

Há dois anos, Kassab era o dono do mapa. O PSD saiu da eleição municipal de 2024 com 891 prefeitos e tirou do MDB uma liderança que vinha desde pelo menos 2000.

 

O partido nasceu em 2011 com uma promessa: não seria nem de esquerda nem de direita e teria um programa “a favor do Brasil”.

 

 

A fórmula rendeu nas cidades. Na estreia, em 2012, o PSD fez 498 prefeitos. Em 2023, Kassab fazia a conta para o ano seguinte: “Se chegarmos em 800 prefeitos em 2024, vamos ficar bastante felizes”. Passou de 800.

 

O partido ocupava os dois palanques. Kassab era secretário de Tarcísio de Freitas em São Paulo, e o PSD tinha três ministérios no governo Lula.

 

Em 2026, o plano era maior. O PSD lançou Ronaldo Caiado à Presidência em março. Caiado terminou o primeiro turno em quinto lugar.

 

A sangria no Senado começou antes da urna. Na janela partidária, deixaram o partido Rodrigo Pacheco, Eliziane Gama e Angelo Coronel.

 

Depois do resultado, Kassab divulgou uma nota. Anunciou neutralidade no segundo turno, liberou os diretórios e destacou o desempenho do PSD nas eleições legislativas.

 

O que o bloco ainda segura

O PL não aprova nada sozinho. A maioria da Câmara exige 257 votos e faltam 136 ao partido. Esses votos estão no Centrão.

 

No Senado, PP e Republicanos têm seis cadeiras cada. PSD e União têm cinco cada. Com os oito do MDB, o grupo reúne 30 dos 81 senadores.

 

 

A presidência do Senado passa por aí. O presidente do PL, Valdemar Costa Neto, já disse que conta com PP, União Brasil e Republicanos para eleger Rogério Marinho.

 

Nos estados, o bloco manteve governos. Tarcísio de Freitas (Republicanos) foi reeleito em São Paulo no primeiro turno. Raquel Lyra (PSD) venceu em Pernambuco, e outros dois candidatos do PSD disputam o segundo turno.

 

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