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Tereza Cristina: ‘Gostaria de ser a primeira mulher presidente do Senado’
Publicado em 13/10/2026 11:10
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A senadora Tereza Cristina (PP-MS) afirmou que pretende disputar a presidência do Senado e ser a primeira mulher a ocupar o cargo. A declaração foi feita ontem (12) em entrevista à GloboNews. Segundo ela, já houve conversas com o atual presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), e outros parlamentares sobre a sucessão.

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Durante a entrevista, Tereza disse que está na metade do mandato de 8 anos e ainda não decidiu se tentará a reeleição. Ela afirmou que gostaria de deixar um legado para as mulheres.

 

“Eu sempre disse que gostaria de ser a primeira mulher presidente do Senado, mesmo porque eu tenho comigo que esse talvez seja o meu único mandato no Senado, eu não sei se eu quero disputar outro, e eu gostaria de deixar um legado, principalmente para as mulheres”, declarou.

 

Tereza disse ainda que a definição dependerá da composição do Senado a partir de 2027. Questionada sobre uma eventual disputa contra Alcolumbre, afirmou que gostaria de sucedê-lo, seja na próxima eleição interna ou posteriormente. “Isso nunca foi colocado, eu sempre disse a ele que eu gostaria de ser a sua sucessora, a sua sucessora pode ser agora ou pode ser depois, então a gente tem que ver como é que as coisas vão se encaminhar”, disse.

 

A senadora também mencionou Rogério Marinho (PL-RN), que tem interesse em presidir a Casa, e declarou maior alinhamento político com o colega. “É claro que eu, sendo uma senadora de centro-direita, eu vou estar muito mais alinhada com o Rogério Marinho, que também tem essa pretensão”, afirmou Tereza.

 

 

De acordo com a senadora, as articulações para a escolha do próximo presidente do Senado também serão influenciadas pelo resultado do segundo turno da eleição presidencial.

 

A parlamentar comentou ainda a PEC que prevê o fim da escala 6×1, cuja votação está prevista para quarta-feira (14). Ela pretende discutir com a oposição possíveis emendas ao texto e defendeu mais tempo para avaliar os efeitos da proposta sobre a economia e o emprego.

 

“Mas vai ser colocada para votar, eu acho que talvez a pressa seja eleitoreira, nós precisaríamos ter mais tempo para essa discussão, mas tudo indica que será colocado na quarta-feira, e aí nós vamos ter que votar, vamos votar, e tentar talvez algumas emendas para tentar melhorar a PEC, porque eu acho que ela pode ser melhorada”, completou.

 

Para Tereza, a principal questão é incluir na Constituição regras sobre a escala de trabalho sem considerar as diferenças entre os setores econômicos. Ela afirmou que a redução dos dias trabalhados exige debate sobre possíveis impactos nos preços e na disponibilidade de mão de obra em determinadas atividades. Ressaltou, porém, que não se opõe à ampliação do descanso semanal.

 

A senadora também afirmou que vê espaço, a partir de 2027, para discutir pedidos de impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). Segundo ela, o tema esteve presente na campanha eleitoral e poderá ser cobrado dos parlamentares eleitos. “Eu vejo ambiente sim, vejo que foi uma pauta”, declarou.

 

 

Tereza disse ainda que a atuação do Supremo não deve ser a única prioridade da próxima legislatura, mas reconheceu que o assunto ganhou destaque durante as eleições. “Infelizmente, esse foi um tema que foi central nessas eleições e nós seremos cobrados, sim, por abrir para investigar o que está acontecendo, os fatos que estão aí postos sobre o Supremo Tribunal Federal”, completou.

 

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