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RJ: PF faz operação contra “rachadinha” e assessores fantasmas em Angra
Publicado em 24/03/2026 12:13
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A Polícia Federal (PF) deflagrou nesta manhã (24) operação contra suspeitas de desvio de recursos eleitorais e de contratação de funcionários fantasmas em troca de apoio político dentro da Câmara Municipal de Angra dos Reis (RJ).

 

RJ: PF faz operação contra “rachadinha” e assessores fantasmas em Angra

Agentes cumprem 5 mandados de busca e apreensão, expedidos pela Justiça Eleitoral, em Angra dos Reis, Rio de Janeiro e Juiz de Fora. As diligências ocorrem em residências, escritório de advocacia e um gabinete parlamentar.

 

Segundo a PF, as investigações “apontam indícios de utilização do aparato público para práticas criminosas, com possível nomeação de assessores parlamentares sem efetivo exercício funcional, em contexto que sugere vinculação entre a ocupação de cargos públicos e a obtenção de apoio político e financeiro”.

 

 

“Apura-se a utilização dessas ligações como mecanismo de sustentação de base política, com indícios de captação e destinação de recursos à margem dos registros oficiais de campanha”.

 

A corporação identificou ainda, na análise de contas eleitorais, “elementos que indicam a ocorrência de declarações ideologicamente falsas, voltadas para a omissão de despesas e inserção de informações divergentes da realidade quanto à contratação de serviços e à destinação de recursos durante a campanha eleitoral”.

 

Os investigadores apontam “a possível existência de uma estrutura organizada voltada ao desvio de finalidade na nomeação e utilização de cargos públicos, com características que se aproximam das práticas de apropriação indevida de recursos públicos e instrumentalização da função pública para fins privados”.

 

De acordo com a PF, “se trataria de um ecossistema formalmente instituído e voltado ao aparelhamento de cargos públicos para fins eleitorais, mediante vinculação de pessoas sem efetiva contraprestação laboral, associada à possível exigência de repasse de valores oriundos das remunerações percebidas pelos ocupantes dos cargos, prática comumente conhecida como “rachadinha””.

 

Os investigados pela PF podem responder por: falsidade ideológica eleitoral, peculato-desvio e abuso de poder político e econômico, além de outros crimes que possam surgir no curso das apurações.

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