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Moraes sócio de Vorcaro?
Publicado em 10/09/2026 10:37
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Nas mensagens que tratam do segundo contrato do escritório de Viviane Barci com o Master, Daniel Vorcaro debate com seu advogado qual queria o melhor formato para o pagamento dos R$ 50 milhões acordados. Negocia-se então cotas de um Legacy 650 e de um helicóptero EC 155, vinculados a subsidiárias da Viking Participações Ltda, empresa patrimonial do banqueiro.

Moraes flagrado em viagem a Dubai no fim de 2025

Leonardo Palhares então pondera sobre cláusulas de garantia sobre o pagamento e do risco reputacional de seu “vazar por aí alguém usando um ativo que é seu”. É quanto Vorcaro reage, afirmando que “os ativos já são deles”. Essa, talvez, seja a frase mais importante do conjunto de mensagens extraídas do celular que vão à análise do plenário do STF no dia 15. Explico.

 

Se os ativos já eram de Moraes e de Viviane, significa que, na prática, as cotas já haviam sido transferidas ao casal. De fato, há outras mensagens que comprovam o uso de pelo menos uma das aeronaves. Se as empresas donas das aeronaves (as administradoras de bens F24 e F53) eram subsidiárias da holding patrimonial de Vorcaro, estamos diante de indícios de que Moraes e Viviane se tornaram sócios do banqueiro.

 

 

E a coisa piora bastante, pois a PF já demonstrou que a Viking era a ‘empresa espelho’ da Titan Capital Holding, com endereço nas Ilhas Cayman. Enquanto a holding nacional abrigava seus bens por aqui, incluindo o Legacy de Moraes e o Gulfstream do próprio Vorcaro –, a offshore guardava seu principal patrimônio no exterior e ainda escoava os recursos desviados pelo Master.

 

A Titan foi usada por Vorcaro na negociação para os aportes da Fictor e dos fundos árabes, com os quais ele pretendia estancar a crise de liquidez do banco. Negociação aberta por Michel Temer em visita a Dubai, para onde o banqueiro pretendia viajar no dia em que foi preso e para onde Moraes viajou cerca de um mês depois.

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