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Lula diz que governo já gastou R$ 47 bilhões para conter alta dos combustíveis
Publicado em 17/09/2026 11:40
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O presidente Lula (PT) afirmou nesta quarta-feira (16) que o governo federal já destinou R$ 47 bilhões para conter a alta dos preços da gasolina e do óleo diesel. Segundo ele, os recursos foram usados em medidas para evitar que a escalada das cotações internacionais do petróleo chegasse integralmente ao consumidor brasileiro.

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A declaração foi dada durante participação no podcast Desce a Letra. Lula relacionou a pressão sobre os combustíveis aos efeitos da guerra entre Estados Unidos e Irã sobre o mercado internacional de petróleo.

 

“O [Donald] Trump invadiu o Irã, trazendo prejuízo para nós. Isso aumenta gasolina, petróleo, o arroz, o pão, o fertilizante, a agricultura. Não tem necessidade as guerras. Mesmo assim, já colocamos R$ 47 bilhões para pagar para que não aumentem a gasolina e o óleo diesel para o povo”, afirmou.

 

 

Na avaliação apresentada pelo presidente, o gasto representa recursos que deixaram de ser aplicados em outras áreas.

 

“São R$ 47 bilhões que estamos deixando de investir neste País para evitar que o preço da gasolina chegue no prato do povo brasileiro”, disse.

 

Medidas contra a alta

 

O governo vem adotando medidas para reduzir o impacto da valorização do petróleo sobre os preços domésticos. Em 10 de setembro, o Executivo anunciou um pacote que ampliou o desconto de tributos federais sobre a gasolina e aumentou a subvenção destinada ao diesel.

 

As medidas anunciadas naquele momento foram estimadas em cerca de R$ 7 bilhões por mês. Uma medida provisória também autorizou R$ 6,6 bilhões em crédito extraordinário para financiar os subsídios aos combustíveis.

 

Pouco antes, um levantamento divulgado em 10 de setembro apontava que o governo já havia desembolsado cerca de R$ 37,5 bilhões em medidas emergenciais para conter os preços em 2026. O cálculo reunia aproximadamente R$ 25 bilhões em subsídios diretos e R$ 12,5 bilhões em renúncias de impostos federais.

 

 

O valor de R$ 47 bilhões mencionado por Lula nesta quarta-feira, portanto, supera o montante divulgado seis dias antes. O presidente não detalhou, durante a entrevista, a composição do novo número.

 

Pressão sobre os combustíveis

 

A política de contenção ocorre em meio à valorização do petróleo provocada pelo conflito no Oriente Médio. O barril do Brent chegou a superar US$ 100 durante a escalada das tensões, aumentando a diferença entre os preços praticados no mercado brasileiro e as cotações internacionais.

 

Em agosto, apesar da pressão externa, o preço médio da gasolina nos postos brasileiros caiu 0,6%, para R$ 6,53 por litro, enquanto o diesel S10 recuou 0,9%, para R$ 6,90, segundo levantamento divulgado nesta semana.

 

Na semana passada, a Petrobras chegou a anunciar um aumento de R$ 0,19 por litro na gasolina vendida às distribuidoras, mas voltou atrás horas depois. A estatal informou que, com as mudanças tributárias promovidas pelo governo, o preço final poderia ter redução equivalente.

 

Ao comentar a política de subsídios, Lula afirmou que a prioridade é impedir que a alta internacional dos combustíveis seja repassada integralmente para a população e para setores dependentes de petróleo, como transporte e agricultura.

 

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