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“No Brasil não existe lei nem justiça”, diz irmão de Lewandowski
Publicado em 05/02/2026 16:45
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O economista Luciano Lewandowski, irmão do ex-ministro da Justiça e ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Ricardo Lewandowski, publicou um desabafo em seu perfil no LinkedIn em que critica duramente o funcionamento das instituições brasileiras e faz menção ao escândalo envolvendo o Banco Master.

 

No texto, publicado há cerca de um mês, Luciano afirma que “no Brasil não existe lei nem justiça” e aponta omissão do Congresso e corrupção em diferentes níveis do governo.

 

“Não devo generalizar por conta de milhões de agentes honestos, mas vejo grande parte dos agentes do governo, e que têm algum grau de poder, prejudicar quem ainda se esforça para trabalhar”, escreveu.

 

 

O economista também criticou diretamente o Judiciário e os prazos legais.

 

“Na justiça, a jurisprudência foi rasgada e cada um decide da maneira que quer. Não existem mais prazos a serem cumpridos. Para os mortais, as decisões duram décadas e, para os amigos do rei, horas. Não existe conflito de interesses. O ministro pode julgar até a mãe!”, acrescentou.

 

Luciano questionou ainda decisões financeiras e políticas recentes, citando compras bilionárias de papéis do Banco Master e dados sobre o desemprego no país:

 

“Me diga, alguém com o mínimo de honestidade compraria 12 bilhões em papéis do Master? Tudo nesse país é mentira. E sobre o Brasil ter a menor taxa de desemprego da história? É muita cara de pau das pessoas que divulgam uma notícia dessas sem ficar vermelho. As instituições brasileiras estão falidas. Porque os eleitores não são informados que quem recebe bolsa família não entra nessa estatística como desempregado?”

 

Ao final do desabafo, Luciano conclui que, na sua opinião, seria necessário “começar o Brasil do zero”, mas lamenta que isso não aconteça em sua geração.

 

As declarações ganham repercussão por ocorrerem no contexto de investigações sobre o Banco Master, envolvendo aplicações de R$ 12 bilhões e questionamentos sobre a atuação de autoridades e órgãos reguladores.

 

Segundo o portal Metrópoles, o caso tem vínculo com o ex-ministro Ricardo Lewandowski, cujo escritório de advocacia foi contratado pelo banco, com pagamentos de R$ 250 mil mensais, mesmo após ele assumir a pasta da Justiça no governo Lula.

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