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“Se tiver alguma coisa, vai pagar o preço”, diz Lula ao relatar conversa com Lulinha
Publicado em 05/02/2026 16:22
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O presidente Lula (PT) afirmou nesta quinta-feira (5) que chamou o filho Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, para uma conversa após o nome dele ser citado em investigações sobre descontos indevidos aplicados a aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

 

Segundo Lula, o diálogo ocorreu no Palácio do Planalto e teve caráter direto. O presidente disse que deixou claro que qualquer eventual envolvimento em irregularidades deverá ser tratado dentro da lei.

“Olhei no olho dele e falei: só você sabe a verdade. Se tiver alguma coisa, vai pagar o preço. Se não tiver, se defenda”, afirmou em entrevista ao UOL.

 

O nome surgiu em depoimentos e em materiais apreendidos durante a Operação Sem Desconto, que apura um esquema de cobranças não autorizadas em benefícios previdenciários. A PF analisa possíveis vínculos com o lobista Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”.

 

 

Lula reforçou que não haverá tratamento diferenciado a parentes ou aliados. Segundo ele, todos os envolvidos responderão judicialmente caso as irregularidades sejam comprovadas.

 

“Se tiver alguém da minha família envolvido, vai pagar igual a qualquer outro. A lei é para todos”, disse.

 

O caso também é acompanhado pela Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS, criada para investigar descontos irregulares em aposentadorias e pensões.

 

Parlamentares da oposição já tentaram convocar Lulinha para prestar esclarecimentos, mas o requerimento foi rejeitado. Agora, o presidente da comissão, senador Carlos Viana (Podemos-MG), afirma que pretende reapresentar o pedido, incluindo outros nomes ligados ao entorno político do governo.

 

Também há requerimentos que pedem a quebra de sigilo fiscal de Lulinha. Em 2025, propostas semelhantes foram barradas por parlamentares da base governista.

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