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“Oportunidade”, diz Sóstenes sobre ida de Flávio à CPMI do INSS
Publicado em 05/02/2026 16:26
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O líder do Partido Liberal na Câmara dos Deputados, Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), afirmou ao Portal Claudio Dantas nesta quinta-feira (5) que as notícias de que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) estaria recebendo recursos de alguém ligado a sindicatos não representam preocupação para a oposição.

 

Segundo ele, caso Flávio, que é pré-candidato à Presidência, seja convocado para depor na Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), “ia ser uma enorme oportunidade para palanque”.

 

“Só na cabeça de esquerdista faz sentido alguém da direita receber dinheiro de sindicato”, disse Sostenes, acrescentando que o senador “vai voltar para Brasília e esclarecer tudo”.

 

 

O deputado reforçou que a convocação de Flávio permitiria apurar os fatos e responsabilizar, se for o caso, qualquer irregularidade.

 

“Se ele tiver algum tipo de movimento, não temos problema em que seja responsabilizado à luz da lei, caso existam omissões ou outras práticas irregulares. Hoje ele tem a oportunidade de se explicar. Assim deveria ser com todos”, afirmou.

 

Sostenes também destacou que a CPMI deve manter o foco nos prejuízos a cerca de 253 mil aposentados, principalmente relacionados ao Banco Master e outras entidades ligadas ao INSS. Ele disse que eventuais questionamentos sobre outros casos, como fraudes em fundos de pensão em diferentes estados, devem ser tratados em comissões específicas, incluindo a CPMI do Banco Master, cujas assinaturas já foram coletadas pela oposição.

 

O deputado explicou ainda que os requerimentos mais polêmicos da comissão foram adiados para após o carnaval, quando se espera a presença ampla dos parlamentares.

 

“Hoje não é o dia, ainda há muitas ausências. Foi feito um acordo para votar apenas assuntos não polêmicos”, disse.

 

Contexto do requerimento

 

O requerimento foi apresentado pelo deputado Rogério Correia (PT-MG) e se baseia em supostos vínculos de Flávio com pessoas citadas nas investigações da Polícia Federal sobre desvios no INSS. O senador é sócio da Flávio Bolsonaro Sociedade Individual de Advocacia, administrada por Letícia Caetano dos Reis, irmã de Alexandre Caetano dos Reis, apontado pela PF como sócio de Antônio Carlos Camilo Antunes, o “Careca do INSS”, identificado como operador do esquema de fraudes contra aposentados e pensionistas.

 

O escritório é administrado por Letícia desde abril de 2021, no mesmo endereço da mansão adquirida pelo senador, avaliada em R$ 5,97 milhões.

 

O pedido também solicita a quebra de sigilo bancário e fiscal de Letícia, para apurar movimentações atípicas e possíveis recebimentos de valores de pessoas e empresas investigadas.

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